Uma família de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, recorreu à polícia e à Justiça para denunciar o desaparecimento dos corpos de seis parentes enterrados no jazigo perpétuo que possui desde 1990 no cemitério da cidade.
Membros da família, que não quiseram se identificar, disseram que em 2010 um tio foi ali enterrado, mas no Dia de Finados de 2012, descobriram que o túmulo havia sido reformado e nele havia sido enterrado um corpo.“Minha irmã esteve aqui, e para nossa surpresa a sepultura foi reformada e na lápide tinha o nome de pessoa enterrada desde dezembro de 2011”, disse um dos membro da família.
A administração do cemitério informou que uma família chegou dizendo que era proprietária da sepultura. O corpo foi enterrado sem que nenhum documento que comprovasse a propriedade tivesse sido apresentado.
A família entrou com ação na Justiça com a suspeita de que o túmulo foi vendido por funcionários.
"Viemos saber que o senhor que enterrou a esposa aqui esteve no cemitério informando que era o proprietário da sepultura sem apresentar nenhum documento", disse o integrante da família.
A Prefeitura de São Gonçalo informou que investiga o caso junto à administração do cemitério e à policia e acha que o erro aconteceu por causa dos nomes dos proprietários das sepulturas. Informou ainda que, assim que identificar o erro, vai regularizar a situação.
A polícia pede para quem tiver informações sobre venda irregular de jazigos, ligar para o Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177 ou diretamente para a Delegacia Fazendária pelo 2332-1682.
Fonte: G1